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domingo, 3 de outubro de 2010

Kabuki

Kabuki (em japonês: 歌舞伎) é uma forma de teatro japonês, conhecida pela estilização do drama e pela elaborada maquiagem usada por seus atores. O significado individual de cada ideograma é canto (ka) (歌), dança (bu) (舞) e habilidade (ki) (伎), e por isso a palavra kabuki é às vezes traduzida como “a arte de cantar e dançar”. Esses ideogramas, entretanto, são o que se chama de ateji (ideogramas usados apenas com sentido fonético) e não refletem a etimologia mesma da palavra. Acredita-se, de fato, que kabuki derive do verbo kabuku, significando aproximadamente “ser fora do comum”, donde se depreende o sentido de teatro de “vanguarda” ou teatro “bizarro”. Sua origem remonta ao início do século XVII, quando se parodiavam temas religiosos com danças de ousada sensualidade. No ano de 1629, esse tipo de teatro foi proibido pelo governo. O espetáculo passou a ser encenado então por rapazes que se travestiam de mulher. Contemporaneamente, o teatro kabuki se tornou um espetáculo popular que combina realismo e formalismo, música e dança, mímica, encenação e figurinos, implicando numa constante integração entre os atores e a platéia.

1603-1629: kabuki feminino (onna kabuki)

A história do kabuki começou em 1603, quando Okuni, uma miko (jovem serviçal dos santuários xintoístas) do santuário (taisha) Izumo, passou a executar um novo estilo de dança dramática em Kyoto. Atrizes representavam papéis tanto masculinos quanto femininos em encenações cômicas sobre a vida cotidiana. O estilo conquistou popularidade instantânea; Okuni foi inclusive convidada para se apresentar na Corte Imperial. No despertar de tal sucesso, trupes rivais se formaram rapidamente e o kabuki nasceu como uma dança dramática de conjunto executada por mulheres, uma forma muito diferente de sua representação moderna. Muito do seu apelo era devido às sensuais e sugestivas performances; assim muitas eram disponíveis para os membros da platéia que pudessem pagar.

1673-1735: A era Genroku

Durante a era Genroku o kabuki floresceu. A estrutura das peças kabuki foi formalizada nesse período, assim como muitos elementos de estilização. Os tipos convencionais de personagens foram determinados. O teatro kabuki e o ningyô jôruri - forma elaborada de teatro de bonecos que veio a ser conhecida mais tarde como [[bunraku]] - tornaram-se estreitamente associados um com o outro nessa época e desde então têm-se influenciado mutuamente em seus desenvolvimentos. O famoso dramaturgo Chikamatsu Monzaemon, um dos primeiros a escrever textos dramáticos de kabuki profissionalmente, produziu muitos trabalhos influentes, embora a peça tida como mais significativa de sua obra, Sonezaki Shinju (Os suicídios de amor em Sonezaki), tenha sido originalmente escrita para bunraku. Como muitas outras peças de bunraku, entretanto, essa foi adaptada para kabuki e inspirou muitos “imitadores”: de fato, conta-se que essa e outras peças similares causaram tantos casos reais de suicídio copiados do drama, que o governo proibiu as shinju mono (peças sobre suicídio duplo de amantes - aliás, curiosa semelhança com Romeu e Julieta) em 1723. Ichikawa Danjuro nono também viveu nessa época. A ele se atribui o desenvolvimento das poses mie e da maquiagem kumadori, que simulava máscaras. Em meados do século XVIII o kabuki perdeu temporariamente a preferência do público das classes mais baixas em favor do bunraku. Isso aconteceu em parte por causa da emergência de muitos bons dramaturgos de bunraku na época.. Nada digno de nota aconteceu no desenvolvimento do kabuki, até o fim do século, quando a forma voltou a emergir.

Kabuki após a Restauração Meiji


As grandes mudanças culturais começaram em 1868, com queda do xogunato Tokugawa. A supressão da classe dos samurais e a abertura do Japão para o ocidente ajudaram a ativar esse resflorescimento. Como a cultura lutava para se adaptar à nova situação de não-isolamento, os atores batalharam para elevar a reputação do kabuki entre as classes mais altas e para adaptar os estilos tradicionais aos novos gostos. Muitas casas de kabuki foram destruídas por bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial e as forças de ocupação baniram as apresentações de kabuki por um breve período depois da guerra. Em 1947, no entanto, a proibição já havia sido revogada e as apresentações recomeçaram.

O Kabuki hoje em dia

No Japão moderno, o kabuki continua relativamente em voga. É o mais popular dos estilos tradicionais de drama japonês. Seus atores mais famosos fazem também papéis na TV e no cinema. Por exemplo, Bando Tamasaburo V, um onnagata bem conhecido, apareceu em diversas peças (não de kabuki) e filmes, geralmente em papéis femininos. Algumas trupes de kabuki usam atualmente atrizes nos papéis de onnagata. O Ichikawa Kabuki-za, por exemplo, é uma trupe só de mulheres formada depois da Segunda Guerra. Em 2003 uma estátua de Okuni foi construída perto de Kyoto, onde ocorreu em 24 de novembro de 2005, a ‘Terceira Proclamação das Obras-Primas da Herança Oral e Intangível da Humanidade’ da UNESCO.

Elementos do kabuki

Hanamichi (lit. "caminho florido") é uma seção extra usada no palco do kabuki. Consiste numa plataforma comprida e elevada, à esquerda do centro, que leva do fundo do teatro, pelo meio da platéia, até o palco principal. Geralmente é usada para entrada e saída de personagens, embora possa também servir para solilóquios e cenas paralelas à ação principal. O hanamichi foi usado pela primeira vez em 1668 no Kawarazakiza, na forma de um palanque de madeira simples, que não era usado na encenação mas que permitia que os atores fossem até a platéia para receber flores. O estilo moderno de hanamichi, às vezes chamado honhanamichi (“caminho das flores principal”), tem dimensões padronizadas e foi concebido originalmente em 1740. Alguns teatros começaram a fazer uso de um hanamichi secundário, no lado direito da platéia, com metade da largura do honhanamichi à esquerda. Embora seja raramente usado para as ações principais de uma peça, muitos dos mais dramáticos ou famosos momentos dos personagens ocorrem durante as entradas ou saídas pelo hanamichi, e uma vez que ele atravessa a platéia, isso proporciona ao espectador uma experiência mais íntima do que a que normalmente ocorre em outras formas de teatro tradicional. Os palcos e teatros de kabuki tornaram-se mais tecnologicamente sofisticados. Inovações como palco giratório e cortinas, introduzidas no século XVIII, incrementaram bastante a cenografia dos espetáculos de kabuki.
No kabuki, como em alguns outros gêneros de artes cênicas japonesas, as trocas de cenário são feitas no meio da cena, com os atores no palco e as cortinas abertas. Contra-regras correm pelo palco colocando e tirando as peças de cenário; esses contra-regras, conhecidos como kuroko, vestem-se sempre de preto e são tradicionalmente considerados “invisíveis”.
Há três categorias principais de peças kabuki: jidai-mono (peças “históricas” ou anteriores ao período Sengoku) , sewa-mono (“domésticas” ou pós-Sengoku) e shosagoto (peças de dança). São características importantes do kabuki: Os mie e a maquiagem. Os mie são poses pitorescas que o ator sustenta para compor seu personagem. Mie significa ‘aparência’ ou ‘visível’, em japonês. É um momento em que o ator pára congelado numa pose. O propósito é expressar o auge das emoções de um personagem. Os olhos do ator se abrem o máximo possível; se o personagem tiver que parecer agitado ou nervoso o ator chega a ficar zarolho. A maquiagem (ou keshô) é um elemento do estilo facilmente reconhecível, mesmo por quem não está familiarizado com esta forma de arte. O pó-de-arroz é usado para criar a base branca oshiroi. O kumadori acentua ou exagera as linhas faciais para produzir as máscaras dramáticas usadas pelos atores, de expressões sobrenaturais ou animalescas.

sábado, 2 de outubro de 2010

A razão de ser um samurai

     A verdadeira razão de ser um samurai é ter:honra, disciplina,dignidade, piedade, amor e força.
     O ser de ser é ser o que ser o ser em si então o ser é ser, ser o que você é isso é você é quem você é.
    Na verdade eu quero dizer seja quem você é mais nada é assim que é a razão puro destino e  escolha.
    é só dizer "eu sou quem sou".

                                          Para a tudo que tem vida
                                          Não existe limites
                                         Mais sim barreiras 
                                          nada é imposivel para os filhos de um ser divino

 

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O amigo do Oni - pt1

Há muitos e muitos anos, havia uma rocha enorme perto de uma aldeia. Certo dia, um dos moradores da localidade teve uma experiência estranha. Quando passava perto da rocha, ouviu uma voz sair de dentro dela. O acontecido espalhou-se rapidamente entre os aldeões e muitas pessoas foram ao local para confirmar a história. Ao ouvir vozes, pensaram que havia pessoas falando atrás da rocha, porém logo verificaram que não havia ninguém por lá. Então, passaram a chamar a enorme pedra de Rocha Misteriosa.

Certa ocasião, um samurai chamado Sasaya Hirokazuemon passou pela aldeia montado em seu belo cavalo. Quando passava pela rocha, sentiu sonolência e resolveu descansar a sua sombra. Amarrou o cavalo num arbusto e tirou uma soneca.

De repente, acordou com o relincho de seu cavalo. Ficou surpreso ao ver que seu cavalo havia diminuído de tamanho e estava sendo sugado para dentro de um pequeno furo na rocha. Os olhos do samurai ficaram perplexos ao ver que milhões de formigas estavam na corda puxando o cavalo. Então, o guerreiro agarrou a rabo do animal, que já estava totalmente arrastado para o furo. Mal agarrou a cauda, o samurai também encolheu de tamanho e foi arrastado para dentro do buraco. O samurai sentiu que estava sendo arrastado por um redemoinho profundo de cores e formas diversas.

As formigas desapareceram e o samurai e o cavalo foram deixados sobre um platô, dentro do buraco da rocha. Hirokazuemon percebeu que havia um vale a sua frente e nele uma pequena aldeia com algumas casas, plantações e pessoas trabalhando na lavoura. Notou também que havia seres com chifres na cabeça vigiando as pessoas que trabalhavam como escravos.

– Acho que estou na terra dos Oni (demônios).

Nesse momento, um ser muito feio aproximou se do samurai. Receoso, o homem tratou de demonstrar amabilidade pensando em salvar sua pele.

 – Gostou do meu cavalo? Podem ficar com ele!

– O que está dizendo? Nos oferece o seu cavalo amavelmente. Quanta gentileza, o cavalo será muito útil a nossa lavoura. Aqui, a terra é muito dura e precisa ser removida – disse o demônio, demonstrando bom humor.

Hirokazuemon sentiu-se aliviado, pois tudo indicava que o demônio não pretendia acabar com sua vida. O monstro pegou as rédeas do cavalo e disse:

– Vou lhe dar algum dinheiro em troca do cavalo. Vocês humanos sempre estão precisando de dinheiro.

O samurai ficou admirado com a grande quantidade de dinheiro que o demônio lhe deu. Era equivalente ao preço de muitos e muitos cavalos...

O amigo do Oni - final



Só peço que nunca mencione a ninguém, a existência deste lugar – disse o demônio antes de se afastar, levando o cavalo.
O samurai que ficou rico resolveu abandonar sua função no castelo, e estabeleceu-se numa aldeia próxima, onde adquiriu uma bela casa. Passava o dia inteiro sem fazer nada e bebendo saquê nas tavernas. Não tardou muito para que o dinheiro ganhado do demônio fosse totalmente gasto. Assim, tornou-se um pobre beberrão.

Como não tinha mais dinheiro, o taverneiro negou-se a vender-lhe saquê, alegando que ele não tinha como pagar. 

Então, o ex-samurai, que já tinha bebido bons goles a custa dos aldeões, disse orgulhoso:
– Sou amigo do Oni, posso conseguir muito dinheiro quando quiser!

Os homens que estavam bebendo na taverna riram da declaração de Hirokazuemon. Inconformado, ele reagiu, quebrando a promessa que havia feito ao demônio.

– Vocês estão duvidando? Pois digo que a morada dos demônios é abaixo da Rocha Misteriosa. Eles me dão quanto dinheiro eu necessitar, só preciso que me arranjem um cavalo.

Os aldeões riram bastante quando Sasaya Hirokazuemon contou toda história. Porém, como estavam todos eufóricos, resolveram levar avante a brincadeira. Trouxeram um cavalo e exigiram que o homem provasse o que estava dizendo.

Quando chegaram junto à Rocha Misteriosa, procuraram exaustivamente pelo furo, mas nada encontraram. De repente, Hirokazuemon experimentou um sentimento estranho – como se alguém estivesse rindo dele de modo horripilante. Os aldeões tiveram a mesma sensação e, arrepiados de medo, saíram correndo do local.

Hirokazuemon sentiu-se arrastado por um redemoinho profundo e multicolorido. Quando retomou os sentidos, estava ajoelhado diante do demônio. Ao levantar os olhos, descobriu que estava diante de um tribunal sendo julgado. Era a corte de Emma-o, o Rei do Inferno, que, naquele momento, ditou a sentença:

– Este homem gastou inutilmente todo dinheiro que lhe demos. Não praticou nenhuma boa ação e não deu um centavo sequer aos necessitados. Por isso, está condenado ao trabalho forçado eternamente em nossa lavoura.

Naquele momento, Sasaya Hirokazuemon entendeu que o dinheiro recebido era uma chance que os demônios estavam lhe dando para mudar de vida. Porém, infelizmente, ele a havia desperdiçado.

A divinidade do Monte Fuji

Na segunda década do ano mil, a aldeia de Kamiide, na província de Suruga, no Japão, foi tomada por um surto de varíola. As pessoas ficaram muito mal e começaram a morrer seguidamente. Todos os dias, havia lamentações pela perda de entes queridos por parte de seus familiares. Nessa ocasião, a mãe de um jovem aldeão chamado Yosoji também caiu doente, trazendo-lhe grande preocupação. Então, o moço procurou um mago de nome Kamo no Yamakiko em busca de cura.
O mago disse ao jovem que procurasse um riacho a sudoeste do Monte Fuji.
– Na nascente desse riacho, existe um santuário dedicado a Okinaga Sukuneo, o deus da Longevidade. Tome dessa água e leve-a para sua mãe beber. Essa água é um santo remédio.
O jovem, então, cheio de esperança, caminhou mata adentro, enfrentando grandes perigos, pois, naquela época, a floresta em torno do Monte Fuji era habitada por animais selvagens.
Depois de uma árdua e demorada caminhada, chegou a um ponto onde a trilha se dividia em três rumos a tomar. Enquanto tentava decidir em qual direção deveria seguir, apareceu por lá uma belíssima jovem vestida de branco, que disse:
– Sei que você é um filho dedicado. Não mede esforços em busca da cura para enfermidade de sua mãe. Siga-me, que levarei você até a nascente do riacho.
Os dois penetraram na floresta e andaram durante muito tempo. Finalmente, chegaram a um Torii (portal sagrado) próximo de uma rocha de onde jorrava um fio de água. Essa fonte era o santuário natural dedicado ao deus da Longevidade.
– Beba a água e encha a cuia para levar para sua mãe – disse a linda jovem.
Depois, ela acompanhou Yosoji até o ponto onde se encontraram e recomendou:
– Estarei lhe esperando daqui a três dias, pois você vai precisar de mais goles desta água para sua mãe.
Depois de cinco visitas ao santuário do deus da Longevidade, acompanhado da bela jovem, Yosoji estava muito feliz, porque sua mãe havia melhorado e também os vizinhos a quem ele distribuiu a água. Quando contou a sua mãe todo o ocorrido, ela lhe disse que gostaria de saber o nome de tão bondosa criatura.
Os aldeões mostraram-se agradecidos e foram reverenciar o bravo Yosoji e o mago Kamo no Yamakiko com muitos presentes. O moço, porém, sentiu que deveria agradecer à linda jovem que o guiou para que pudesse encontrar a fonte sagrada. Assim, resolveu voltar ao santuário do deus da Longevidade, na esperança de encontrar a bela mocinha.
Ao chegar no local, viu, surpreso, que a fonte havia secado. Sentiu uma grande tristeza e, ajoelhado, rezou pedindo ao deus da Longevidade que lhe proporcionasse um encontro com aquela jovem, pois queria agradecer por tudo que ela havia feito por sua mãe e pelos aldeões. Quando se levantou, viu que a moça estava em sua frente.
– Você não devia ter vindo aqui. Sua mãe e os aldeões estão curados, portanto não há razão para você vir até aqui.
– Eu vim porque ainda não lhe agradeci suficientemente pelo pronto restabelecimento de minha mãe e de todos os aldeões.
Assim, o moço agradeceu em seu nome e de toda aldeia pela ajuda que ela havia prestado. Em seguida, expressando um desejo de sua mãe, perguntou o nome dela.
– Meu nome pouco importa. E o que fiz dispensa agradecimentos. Eu guiei você até a fonte porque o deus da Longevidade me pediu. Disse-me ele que seu amor de filho é algo tão admirável que merecia ajuda. De sorte, você ajudou toda a aldeia, tanto que a fonte chegou a secar. Mas ela voltará a verter águas sagradas quando o povo necessitar novamente de ajuda e surgir outra alma bondosa como a sua querendo auxiliar seus semelhantes.
Em seguida, sem dizer seu nome, mas sempre com um sorriso amável, a bela jovem de branco sacudiu um ramo de camélias, como se estivesse chamando alguém. Em resposta ao aceno florido, desceu uma pequena nuvem do Monte Fuji na direção onde eles estavam. A linda jovem subiu na nuvem e esta se locomoveu levemente com uma pluma. Carregando a jovem, transportou-a em direção do monte sagrado. Vendo-a flutuando no espaço sobre a nuvenzinha, Yosojo entendeu que seu guia havia sido ninguém menos que Sengen-sama, a deusa do Monte Fuji. Então, caiu de joelhos e ficou claro porque toda a aldeia havia recebido uma grande graça. A deusa, como lembrança, atirou lá do alto o galho de camélias floridas.
Yosoji apanhou o galho e plantou-o com carinho. Em pouco tempo, a planta transformou-se em uma grande árvore e, perto dela, foi erguido um santuário. O povo passou a adorar a árvore e dizem que o chá das folhas desse pé de camélia é, ainda nos dias de hoje, um santo remédio para muitos males.

Castelo de Nagoya






O Castelo de Nagoya (名古屋城; -jō) localiza-se em Nagoya, na Província de Aichi, no Japão.

História

A sua primitiva estrutura foi erguida por Shiba Yoshimune, por volta de 1525. Foi conquistado por Oda Nobuhide a Imagawa Ujitoyo em 1532, porém abandonado posteriormente.
Em 1610 Tokugawa Ieyasu ordenou aos diversos daimio que o auxiliassem na construção de um novo castelo no local. Essa nova estrutura foi concluída em 1612. Até à Era Meiji, este foi o lar do clã Owari da família Tokugawa.
Sobre a cúpula do castelo encontram-se os dois delfins dourados (kinshachi, em japonês), que se afirma serem um símbolo da autoridade do senhor feudal.
Durante a Segunda Guerra Mundial o castelo foi completamente destruído por um incêndio, perdendo-se a maioria de seus objetos de valor; contudo algumas pinturas sobreviveram e encontram-se preservadas até aos nossos dias.
Os trabalhos de reconstrução do castelo foram concluídos, modernamente, em 1959.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Heian

O período Heian (japonês: 平安時代, Heian-jidai, "período da paz") é a última divisão da história clássica do Japão, situando-se entre os anos 794 e 1185. Foi o período da história japonesa em que o confucionismo e outras influências da cultura chinesa estavam em sua plenitude. O período Heian é considerado o auge da corte imperial japonesa, e foi um período voltado para o desenvolvimento das artes, especialmente poesia e literatura.

História

O período Heian teve início em 794, após a mudança da capital do Japão para Heian kyō (atualmente Kyoto), pelo quinquagésimo imperador japonês, Kammu. O período é notório pela ascensão da classe samurai e pelo desenvolvimento de uma cultura muito admirada nos períodos seguintes.